sábado, 20 de agosto de 2011

A homenagem de Jaguarão a Aldyr Garcia Schlee



Ilmo. Sr. Claudio Martins
MD. Prefeito de Jaguarão

Caro amigo,

A data de hoje reveste-se de especial significado para todos nós.

Jaguarenses ou não, familiares do homenageado ou não, estamos sinceramente agradecidos por tudo. No meu caso particular, convivo com Jaguarão e com Schlee há 48 anos. Cresci guri nas casas desta cidade, despertei para o patrimônio nas ruas de Jaguarão. Em Pelotas, me formei e acompanhei a feitura dos livros de meu pai. Saiba que eles não são escritos, mas exaustivamente pensados, detalhadamente construídos, cuidadosamente desenhados e, finalmente registrados. Contos que nascem de um universo literário particular, com limites culturais e espaciais definidos e que abrange os homens que viveram ou que vivem por aqui. Deste lado, ou do lado de lá da ponte. Personagens de histórias reais, travestidas da mais pura e humana ficção. Histórias que, por isso mesmo, são universais. De Jaguarão para o resto do mundo!

A Jaguarão que sempre viveu em minha memória e no meu coração, agora é patrimônio de todo o povo brasileiro. Representa, portanto, parte do legado que o Brasil de hoje deixará para as gerações futuras. E é nesta mesma cidade histórica que, a partir de hoje, existirá uma rua denominada de “Uma Terra Só”. A nossa Jaguarão e a de meu pai. Preservada como Aldyr Garcia Schlee sempre desejou. Não deixa de ser significativo, tratar-se de uma simples via, que nasce em Jaguarão, que mergulha no rio, que emerge em Rio Branco e que tem como horizonte o Uruguai. Sendo ela mesma, uma bela peça de ficção!

Uma terra só e uma rua, curiosamente, sem portas! Como que sugerindo um mundo sem fronteiras e sem propriedades. Também como Aldyr Garcia Schlee sempre sonhou e lutou.

Caro Prefeito, parabéns pelo conjunto de iniciativas!

(dê um forte abraço em meu pai!)

Andrey Rosenthal Schlee*
Brasília, 20 de agosto de 2011

* ...também diretor de Departamento de Patrimonio Material e Fiscalização do Instituto Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)  

Maestro Juan Schellemberg e Banda de Jovens abriram com música

Enfrentou-se o frio com disposição galharda
A literatura tomando posse desta rua  
regozijo dos familiares, leitores e amigos
sessão de autógrafos com muito bate papo entre leitores e escritor

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